Lírio do vale, estrela da manhã!

O corre-corre desenfreado da vida moderna parece não mais causar estranheza àqueles que nele se inserem. A necessidade do trabalho frenético, para cobrir os gastos do cotidiano ou angariar recursos financeiros que garantam maior estabilidade futura, leva muita gente a conformar-se com a visão embaçada, oferecida por uma sociedade escassa de valores, sobretudo, espirituais. Nesse contexto, para muitos, o natal chega e fica para trás como mais uma data comemorativa do vazio emocional e de passados que, torturantes, insistem em não passar.    

Casas repletas de adereços natalinos, saca-das luminosas e mesas preparadas para as imponentes ceias não traduzem, na maioria das situações, os sentimentos presentes no coração de seus hóspedes. Nesse sentido, é comum ouvir de quem não mergulha nas águas do profundo mar natalino que o natal se revela uma data triste, com recordações negativas e sensações estranhas de nostalgia e, até, de depressão. Para esse grupo, a figura do “bom velhinho”, símbolo máximo de seus natais, não consegue soerguer o ânimo nem despertar o júbilo, restando-lhes, quando muito, o fugaz consolo dos presentes secretos, dos cartões, das inúmeras, brilhantes e coloridas mensagens virtuais.

O natal da maioria da sociedade contemporânea é assim: frio como o Papai Noel, distante como o próprio mito. Para quem procura um “momento mágico”, camuflado de ilusões, ele será sempre esse reverso da alegria. É preciso perceber que esse santo tempo não denota o memorial do arcaico, não comemora o aniversário de um velhinho, de um menino ou de quem quer que seja. Não, ele não é um aniversário! O natal vai muito além de tudo isso, transcende toda e qualquer expectativa, suspende o pensamento, eleva a razão humana à profundidade dos mistérios divinos.

Outrora, correram jubilantes os magos ao Oriente, não fascinados por inúmeras constelações, imensas árvores, promoções do capitalismo frenético e sem limites – que deturpam o verdadeiro Natal –, mas inebriados de esperança pelo nascimento de um Conselheiro Admirável, do Príncipe da Paz, esperado pelas nações da Terra. Hoje, acorram a Ele todos os santos, todos os insanos, os realizados e os decepcionados, os mansos e os intolerantes, os cativos e os libertos.

A presença desse Santo Menino embalsama, daqueles que O amam, os tristes dias. Ele é a nova chance concedida pelo Pai aos que perderam a esperança na vida e desistiram da caminhada; é a contradição dos que não amam, excluem e humilham. Só a Sua luz é capaz de revelar os segredos de todos os mistérios e de extirpar a letal indiferença que coloca na terapia intensiva a sociedade moderna.

Hoje, a Virgem Mãe dá à luz um Filho, para nós o Emanuel. Ele é o Lírio do Vale, a Estrela da Manhã, o Deus invisível que se permite enxergar para curar a cegueira do mundo. Proclamem, com têmpera e sem medo, todos aqueles que nEle confiam: “Gloria in excelsis deo et in terra pax hominibus bonae voluntatis”.

Em Cristo Jesus, tenha um Santo Natal!

Prof. Eduardo Sampaio 

2 thoughts on “Lírio do vale, estrela da manhã!

  1. gelma lima disse:

    boa noite! a redação é um bicho papão para mim, quando tem redação em prova de concurso eu já sei que não vou se aprovada. tenho muita dificuldade para desenvolve-la.

    • edusampaio disse:

      Oi, Gelma. É preciso acabar com esse bloqueio o quanto antes. Venha conosco em uma das nossas turmas e faça a experiência. Um abraço!

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