DLs 010 e 011 – Intelecção de Texto e Figuras de Linguagem

Leia atentamente os versos de MORTE ABSOLUTA e analise os desafios 010 e 011:

 

                        A MORTE ABSOLUTA

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão – felizes! – num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante…
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: “Quem foi?…”

Morrer mais completamente ainda,
– Sem deixar sequer esse nome.

Manuel Bandeira

 

DL 010. Acerca dos versos que estruturam o texto de Bandeira, é CORRETO afirmar:

(A)   Os versos que compõem a primeira e a última estrofe do poema, embora tratem de um mesmo tópico, são contraditórios.

(B)    A expressão “A exangue máscara de cera” faz referência metafórica direta à palidez da face cadavérica.

(C)    A expressão “Banhada de lágrimas” (verso 8 ) faz referência às flores citadas dois versos antes.

(D)    As lágrimas citadas na segunda estrofe são consequência tanto da saudade de quem fica como do espanto pela morte.

(E)    A expressão “alma errante” (verso 10) tem o mesmo sentido que alma que parte “sem deixar sequer seu nome” (verso final)

DL 011. No tocante às FIGURAS DE LINGUAGEM presentes no poema, é possível afirmar que ganham mais destaque:

(A)   anáfora (com a recorrência da palavra morte) e gradação (com o aspecto crescente em relação ao modo como a morte acontece ou deve acontecer).

(B)    metonímia (marcada pela “expressão exangue máscara de cera”) e sinestesia (marcada sobretudo no verso “A lembrança de uma sombra).

(C)    anáfora (com a recorrência da palavra morte) e prosopopeia (que se dá com a personificação da morte, evidente no segundo verso).

(D)    gradação (com o aspecto crescente em relação ao modo como a morte acontece ou deve acontecer) e metáfora (como no verso “Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu”).

(E)    metáfora (como em “flores, / Que apodrecerão – felizes!) e metonímia (marcada pela “expressão exangue máscara de cera”).

 

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