Quem “fila” fica na fila.

Os anos passaram e, com eles, o interesse de bastante gente pelos estudos regulares. O conhecimento parece não interessar a quem não tem projetos bem formulados para a vida; horas são perdidas na elaboração de “pescas” em microformatações, geralmente insignificantes.

Aos que não procuram, pelas vias formais, o saber, restam as míseras saídas da imoralidade (entendendo-se imoral como todo comportamento que viola a sadia e respeitosa conduta social); para esses, pequenas “filas” no cotidiano da escola já configuram uma espécie de lugar-comum: o anormal é estudar! A partir desse abominável raciocínio, geram-se adultos incapazes de vislumbrar conquistas verdadeiras. Muitos deles enveredam pela política e causam problemas ainda maiores: “filam” as verbas públicas, em detrimento das necessidades imanentes à população.

Por outro lado, as circunstâncias naturais da vida, mais cedo ou mais tarde, respondem  de forma impiedosa: portas fechadas no seletivo mercado de trabalho, contínuas reprovações nos mais diversos concursos, insatisfação pessoal e falta de estímulo para viver; enfim, a indesejada marginalização social.

Não é agradável constatar que, em crescente percentual, os “filões” cumulam as salas de aula. Pior, essa turma desprezível e sem muito valor tenta convencer os que pautam a vida pela ética e pela justiça – desde os primeiros tempos estudantis – de que não vale a pena a honestidade, a retidão nas atitudes diárias. Na verdade, em um futuro não distante, esses preguiçosos travestidos de “expertinhos” deparar-se-ão, inevitavelmente, com as filas do desamparo social e com tantas outras filas, reflexos implacáveis de uma sociedade cada dia mais intolerante com os sem-propósito.

A despeito desse tipo de gente tentar ditar as normas de conduta social, sempre existirão os arautos da dignidade, a impedirem o triunfo da malandragem e da balbúrdia. Nesse sentido, cabe aos que buscam o conhecimento pelas estreitas avenidas da lisura a postura moral necessária, capaz de levar à profunda reflexão os desonestos da sala de aula. Para “pescadores” descabidos, hão de existir situações constrangedoras, capazes de suplantar o imaginado benefício conseguido por meio de suas práticas desvirtuosas. O “filão” é, portanto, um desacreditado de si mesmo e da beleza do mundo. Fuja dele!

Prof. Eduardo Sampaio

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